Poemas Apresentados ao III Prémio de Poesia em Rede - Publicação Provisória
28.2.09

CINCO ANOS

 
Vai, conquista a tua ilha de invenções
que fica em qualquer sítio e não tem fim,
herói, enfrenta tigres e leões,
piratas escondidos no jardim.

arrasta o tempo na sua quadratura,
da idade de tudo descobrir,
arma-te cavaleiro ou criatura
que do futuro, um dia, há-de sair.

grita em cima da mesa da cozinha
ao dinossauro que há para colorir,
com a espada que trazes na bainha

descosida das calças, esgrimir,
prende as forças do rei ou da rainha,
mas deixa-os livres, antes de ir dormir.

 
                                        Peter

 

 

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27.2.09

“Sei que me esperam espinhos por detrás das rosas”.

Ai das crianças que haverão de nascer.
O destino existia para nós.
O destino existe para elas.
Amanhã o céu estará mais empoeirado e cinza.
Inclusive para nós: os poetas.
E amaremos mais amargamente que antes.
Os casais não se olharão nos olhos.
Ai das crianças, que haverão de nascer.
Nascerão com as mãos cortadas ou empunhando pistolas.
Nascerão com o destino selado.
Meninos escravos de homens.
As guerras proliferarão.
O ar tornar-se-á mais pesado.
As trombetas anunciarão a hora do sangue e da disputa.
Os desejos estarão inertes.
As belezas ocultas. Por debaixo das pétalas, espinhos.
Os poetas estarão todos mortos.
E a única canção será das guerras.
Este é meu último poema.

Valdelice Amado

 

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25.2.09

“Tudo muda…”


Tinhas amêndoas no olhar e um estrelado sorrir

Mente pura, e candura, de quem não sabe mentir.

A bela infância passa, seguiste uma nova estrada

Sais da antiga ignorância, e queres voltar à vida passada.

 

“Criança” perdida nas ruas, vagueando para além

Bastarda filha de nada, filha de ninguém.

Cantaram-te ao ouvido doces canções de embalar

Doces memórias perdidas que nunca mais ouviste cantar.

 

Saudade guardas agora de tempos que foram diferentes

Tanta coisa por dizer, perdidas paixões ardentes.

Usada pela vida e logo a seguir deitada fora

Vida maldita que te iludiu numa infância de outrora.

 

Hoje, já não há amêndoas no teu olhar

O teu sorriso já parou de brilhar

Tudo mudou tão de repente…

 

Voltaste as costas e seguiste

Para trás, a saudade persiste

Mas simplesmente olhaste em frente!

 

Xilofone ainda toca baixinho as doces canções de embalar

Zumbidos agora distantes que jamais irão voltar…

 

 

Vânia Furet

 

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O mundo das crianças

Infinito... O mundo das crianças;
O nosso é restrito... redondo e
com formas.
O dos meninos, criaturas bizarras,
amorfas.
O nosso é insípido.
A repetição do sabor torna-o sem sabor.
O mundo das crianças não tem dor.
Vivem as crianças, paralisadas em seus sonhos;
entregues ao torpor.
Em seu mundo não há dor... só dor de dente, o pé
inchado, uma febre que passa.
Nós adultos temos tantas dores:
de cotovelo, coração, no corpo e na alma.
Um barquinho de papel numa poça d’agua...
e lá dentro navegam as crianças.
Uma pipa no céu é seu avião... Opa! Aquela se perdeu
num súbito turbilhão.
Já começa a enxurrada... mares se fazem em poucas
gotas d’agua, mergulham em busca de tubarões.
e em poços d’agua, vivem... eternizam a tarde.
    

 

Autor: Roger Amado Veloso



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CRIANÇAS DA GUERRA
 
 
ENTREGAM-TE UMA ARMA PARA AS MÃOS
ESSES INDIVIDUOS QUE SE DIZEM SENHORES
FAZENDO-TE À FORÇA E À PRESSA CRESCER
NUMA GUERRA FRIA QUE NEM SEQUER É TUA
VIVES A TUA INFÂNCIA DE MEDOS E TERRORES
POIS ELES NÃO QUEREM E NÃO TE DEIXAM SER
AQUILO QUE SÃO OUTROS IGUAIS DA TUA IDADE
ÉS VITIMA DE TODA ESSA GENTE DA HIPOCRISIA
QUE NÃO TEM ALMA NEM SEQUER CORAÇÃO
NÃO QUEREM SABER SE ÉS APENAS UMA CRIANÇA
ESTA É QUE É A MAIS CRUA E PURA VERDADE
LEVAM-TE A PERCORRER UMA GRANDE DISTÂNCIA
PASSAS SEDE, FRIO E MUITAS VEZES FOME
POR CAUSA DE TODA ESSA IMENSA GANÂNCIA
DE TODOS ESSES SERES DITOS DE HUMANOS
QUE FAZEM TUDO POR CAUSA DE DINHEIRO
ESQUECEM-SE É QUE AGINDO DESTA MANEIRA
ESTÃO A PÔR EM CAUSA A TERRA INTEIRA
POIS É EM QUALQUER PEQUENA CRIANÇA
QUE EXISTE PARA NÓS A GRANDE ESPERANÇA
DE UM MUNDO JUSTO E CADA VEZ MELHOR
                                                                                          
 
                     
                                                              AUTOR : PEDRO ALFAIATE

 

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23.2.09

 

DORME, MENINO TRISTE

 

Sozinho junto à praia,

um menino descalço brinca.

Tão sozinho, sobre a  areia...

Expressão triste, olhos molhados.

Inquieto, liberta a fúria que traz na alma, correndo

como quem busca e não alcança.

Escuta o vento sibilar,

observa perplexo o encanto do mar,

e, soluça com grande pesar,

de voz rouca e mansa.

- Onde vais  tu menino triste?

- Que procuras que não encontras?

Mas o menino não responde,

apenas chora e corre...

Mais tarde já cansado,

seu corpo mole cai sobre a areia,

fecha os olhos e dorme.

Sozinho junto à praia,

um menino descalço e triste,

já não brinca, já não corre, já não chora, dorme...

 

 

Andreia Lourenço

 

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21.2.09

Íris de arco-íris

 

 

 

Sublimação...

 

Alvo o teu rosto

 

Íris de arco-íris

 

Cor negra do estrelecer

 

Branca de flor de sal

 

Indígena

 

Olhar de amêndoa pequenina

 

Tens a raça do que eu sou

 

Num corpo de esperança

 

Que o mundo fingiu querer

 

Olhos de nascer

 

Criança…

 

Mas tão pouco...!

 

 

 

Ausenda Hilário

 

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Olá Miguel.

 

Era uma vez...Um mar. Sabes do mar?

Então... eu vou-te contar.

 

Um dia, daqueles em que o sol parece beijar o céu,

Cansado, estendi-me num sonho, e olhei nos teus olhos.

Brilhavam. Soltavam ondas de luz que rolavam em caricias.

 

E, do fundo da beleza do teu olhar de menino, saíam brisas

Que juntava, uma a uma, até fazer um vento que afagasse o teu cabelo.

 

Do azul dos teus olhos, colori as lágrimas que deixo correr

Da emoção de te ter, da paixão de te ter ao colo,

Do teu cheiro a vida nova misturada neste amor antigo.

 

E assim fiz um mar, e dei-lhe um nome e um lugar;

Miguel, numa praia imensa do tamanho do meu amor.

 

 

Autor: Ricardo Silva Reis

 

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20.2.09

 

Meninos da Rua
 
Meninos que têm o Mundo no olhar,
sonhos adormecidos sob a luz do luar,
lençóis feitos de chuva, de frio e de vento,
cobertores tecidos com mágoa e sofrimento.
 
Meninos que têm a cidade na sola do pé,
coração perdido que não sabe quem é,
conta corrente feita na palma da mão,
conta poupança para água e para pão.
 
Meninos adultos que não foram crianças,
desgostos que nunca foram esperanças,
desilusões de uma vida sem sentido,
meninos de rua neste Mundo perdido.
 
Meninos que têm nos olhos a mágoa,
tristeza em forma de leves gotas de água,
sonhos que adormecem à luz da lua,
rostos esquecidos dos meninos da rua.
 
Meninos sozinhos que são filhos do vento,
carinhos que nunca tiveram um momento,
meninos que fizeram da dor a sua mãe,
meninos que só têm a rua e mais ninguém.
 
Hisalena
 

 

 

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17.2.09

MÃE ADMIRÁVEL

 

Obrigado mãe por me carregares no teu ventre;

Por dares à luz o filho que beijaste à nascença.

Que embalaste no teu regaço, cantando hinos de amor.

Obrigado mãe por tirares da tua boca o pão que me alimentou;

Por curares minhas feridas com as tuas mãos divinais.

Por me cantares ao ouvido quando a noite era medonha.

Obrigado mãe por me ensinares a ser gente.

A saber amar, oferecer, perdoar;

A sentir no meu coração o valor da simplicidade.

Obrigado mãe pelos sacrifícios que tomaste.

Pelos brinquedos, pelo ensino, pela saúde e pelo modelo de criança.

Perdoa-me mãe pelas minhas más atitudes.

Pelas respostas amargas e frias que disse sem pensar;

Pelas lágrimas que escondeste fingindo estar tudo bem.

Perdoa-me minha mãe por humilhar-te sem me dar conta.

Por ignorar-te, esquecer-te, abandonar-te ao sentir-me um sábio fraco.

Por te ver silenciosa e triste e não ter tempo para te ouvir.

Perdoa-me por ser infiel;

Por ser filho desnaturado, esquecendo a tua existência.

Por não te abraçar, beijar e falar quando o momento o exigia.

Aceita mãe o meu perdão.

O meu arrependimento e o meu sorriso de agradecimento.

Obrigado mãe, pelo teu verdadeiro amor.

Pelo carinho doce e humilde que brota do teu coração;

Pelo sorriso, aberto, maduro, que jorra do teu olhar.

Pelas palavras imaculadas que os teus lábios soletram baixinho.

Obrigado minha mãe por estares sempre a meu lado.

Por seres a razão da minha vida e a força de ser quem sou.

Também a Deus agradeço esta oferta familiar: MÃE!

 

Jorge Barroso

 

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14.2.09

O Mundo pelos olhos de uma criança



Sou aquele pequeno anjinho,

Que procura gozo entre brincadeiras e risadas,

Sejam elas impróprias, inocentes ou ousadas,

Esperando em cada gesto, carinho.

 

De olhar terno, meigo e penetrante,

Timidamente sorrindo, sorrindo, vivo no Mundo que é só meu,

Aquele onde todos os meninos têm pai e mãe, tal como eu,

E onde a fome e guerra não são inquietantes.

 

Traz um amigo e vem brincar ao faz de conta,

Faz de conta que subsiste paz no Mundo,

Que a pistola se calou num sono profundo,

E que o Mundo não é liderado por gente tonta!

 


PS: Stormwind  / Eduardo Silva

 

 

 

 

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Crianças da minha alma

 

São aquelas as melodias que me invadem,

Aqueles sorrisos e olhares, aquela esperança

Momentos que se tornam horas,

Aqueles momentos mágicos, divinos

 

Meus olhos se prostram a vossos pés,

Vossas mãos me tocam no rosto, suavemente,

Ouço ecoar um suspiro que vem de mim,

Meu ser se vai enchendo de esperança,

Vossas mãos me vão guardando assim,

Vossos sorrisos me preenchem por dentro.

 

Vossas mãos me guiam para o que não consigo ver

Lá está ela, uma pequena beleza de magia e de luz,

Uma doce borboleta que vocês que mostram,

É aquela divina magia que me seduz,

Vossos olhares aos meus se encostam

Talvez fosse melhor esta força vossa,

Esperanças de magia no meu viver

 

 

Sofia Duarte

 

 

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12.2.09

Crianças:

 

Irmãs do azul,

Manhãs,

Mundos estrelares,

Diamantes

Do fogo sempre amantes.

Elas –

Sim, elas são as crianças

Que liberam o amor

Para tudo banhar.

Elas –

Sim, elas são as crianças

Que tocam o essencial

Soltando

Substâncias

De milagre no sorriso

Da Humanidade…

 

 

Gilda Nunes Barata

 

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Eterna criança…

 

Por entre olhares rancorosos de uma multidão em fúria,

Por entre ruas, escadas e caminhos de terra,

Um olhar de sofrimento surge

Oculto por roupas velhas

Que deixaram há muito de ser o presente desejado.

 

Reencontro novamente os teus olhos

Que já nada me dizem, já nada me revelam.

Saber que tanto te amei,

Que tantas noites perdi chorando no silêncio da escuridão

Na ânsia de assistir à impossível repetição de nossos actos.

 

Por entre olhares discretos e lágrimas escondidas

Prometemos enquanto crianças

Nunca esquecer o amor que nos unia…

Oh, eterna ingenuidade de quem vive num mundo de quimera.

 

Enquanto adultos,

Esquecemos a pureza que os nossos corações conservavam,

Perdemos a inocência que habitava nossas almas,

Desprezámos a maior parte dos ensinamentos que nos transmitiram

Achando conseguir, sozinhos, escolher os caminhos certos.

 

Esquecemos que fomos crianças, que ainda somos crianças,

Esquecemo-nos de viver o presente porque não abandonamos o passado,

Porque pensámos demais no futuro.

Hoje, escolho o caminho da felicidade, pois

Com este corpo de adulto, coabita uma alma de criança,

Uma eterna criança que sempre me lembra

De nunca parar de sonhar…

 

Diana

 

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Juntam-se todas as cores e fazem-se risos

Que não se cansam e nem adormecem

Faltam promessas que não amanhecem

Lambuzam-se olhares que ficam cativos

 

Olhares que brilham ainda sem sisos

Enquanto os adultos, todos, endoidecem

Enquanto as esperanças, todas, desfalecem

Mesmo com tantos, ai, tantos avisos

 

São empurradas para um incerto futuro

Por mãos que não deviam sair do leme

Distribuindo amor, carinho e certezas

 

Mas caminham ignorantes rumo ao escuro

Não acreditando que alguém as algeme

São apenas crianças, não têm impurezas

 

Nicácia

 

 

 

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11.2.09

 

Não, hoje não tenho tempo para brincar contigo.

E não sei explicar, por palavras,

Ao teu pequeno mundo,

O significado de um dia ter corrido mal

Porque os teus dias são cheios de descobertas,

De aventuras, de brinquedos

Que te segredam sonhos.

Não te consigo dizer o que é estar cansado,

Quando corres para mim de braços abertos

Com um sorriso nos lábios

Porque tu corres e brincas e pulas

E a energia, em ti, parece que se renova.

Como te explicar que hoje estou sem paciência

Para as tuas birras ou para as tuas brincadeiras?

Quero dizer-te por palavras

Aquilo que não vais entender.

No fundo, queria ser como tu,

Habitar esse teu mundo de porquês e de fantasia.

Poder ser de novo criança e,

Brincar contigo o dia inteiro.

 

Paulo Eduardo Campos

 

 

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Corpo de leite

 

Brinca naquele corpo de leite

Que pula calçada fora

De sorriso enérgico e rasgado

Enquanto desenha os sonhos

Com coloridos lápis de cera

 

Corre gingando pelo saber

Alegre e de mochila às costas

Baloiçando entre verbos e matemáticas

Exercitando o crescer

Ao som do chocalho dos berlindes

 

Pinta as roupas rotas nos joelhos

De tons relvados e lamacentos

Espelhando tropelias e diabruras

Rejuvenescendo os rostos dos avós

 

Naquele corpo de leite…Ele é feliz.

 

João Manso

 

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10.2.09

Destino

 

Esta noite sonhei,

Era algo confuso,

Ao certo não sei,

Estava meio difuso.

 

Via uma criança

Com uma espingarda,

Veio-me à lembrança

Uma foto mal tirada.

 

Mostrava um menino

Com uma arma na mão

E de sorriso genuíno.

 

Acordei sobressaltado

Com esta minha visão.

É este o destino traçado?

 

 

FrancisFerreira

 

 

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Carlota

As folhas espraiavam-se-lhe no olhar
As bonecas bailavam-lhe nos caracóis
As mãos pequenas, o coração graúdo...
Sentava-se na relva cinzenta,
Rebolava-se para a colorir...
Carlota não sabia
Para cores somente teria de sorrir.
Que eram vernizes brilhantes
As notas de cada cantiga sua
Carlota ciciava a todos o tamanho da sua altura
Baixa, não pequena.

Carlota era feita de açúcar.



Vicente Queiróz

 

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Baloiço

 

Em cada segundo

Do balançar da vida

Do bombear da alma

Tudo muda…

 

Cada instante é uma descoberta

Os dias são a aventura

Os meses tornam-se aliados

É o crescer da mudança!

 

A pressa é tanta

Ainda que o tempo pare

Tudo avança… E…

Eis o Homem que ontem

Era Criança!

 

O tempo avançou

O corpo mudou!

Resta a esperança

De ser eterna criança…

 

Luana L.

 

 

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6.2.09

Ser-se criança
é ser-se impertinente,
é ter a esperança
de um ser inconsciente.

É gritar à toa
batendo com o pé no chão,
um verso de “Pessoa”
que ficou no coração.

É não saber viver
apenas por um dia
é ser-se contente, conhecer,
uma imensidão de alegria.

Ser criança é ser poeta,
um vagabundear feliz,
é andar de bicicleta
é ser-se o que Deus quis.

É contar pelos dedos
para depois esquecer,
ter tremendos bocejos
e depois adormecer.

Assim, na vida dos cultos
onde andamos aos encontrões
respiramos como adultos,
crianças de outras gerações.

Soraya Cruz

 

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