Poemas Apresentados ao III Prémio de Poesia em Rede - Publicação Provisória
30.3.09

Era uma vez

 

Era uma vez

Um país de várias cores

Onde as ruas têm nomes de flores

E os sonhos se tornam realidade.

 

Era uma vez (outra vez)

Uma menina pequena e frágil

(Voava como uma borboleta ágil

Pelos caminhos da felicidade)

Tinha caracóis no cabelo

E sorriso alegre de criança

Os seus olhos, cor de chocolate,

Espelhavam ternura e esperança.

 

Amar era a sua arte.

E movia-se ao sabor do vento

Que a levava para terras distantes

Desvendando-lhe princesas, infantes,

Noites estreladas e momentos de alento.

 

Baloiçava entre o imaginário e o real

Subia à mais alta montanha

E agarrava a mais bela estrela

Que acreditava ser o seu mundo ideal.

(Qual sina estranha

A ingenuidade é má façanha!)

A curiosa petiz

Vivia feliz.

 

Era uma vez…

 

 

Marta Aguiar

 

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28.3.09

 Um saco de Porquês…


Um rectângulo… Muitas cadeiras…
Angustias partilhadas… Emoções defenidas…   
Perdidos localizados… Desilusões marcadas…
Uma Criança… Um colo…
Um andar ligeiro… Barulho entoado…
Um sorriso… Despenteado…
Um pequeno Guerreiro… Uma grande Vida…
O seu mundo… Um saco de Porquês!...
Nasce rotulada… Vive sem pedidos…
Muitas incompreensões…Vontade de viver…
Uma luta hora-a-hora… Uma conquista dia-a-dia…
Muitas desistências… Uma ida involuntária…
Uma paragem no tempo… Um valor…
Outro valor… uma dor!...
Outra dor… Outro valor!!!

         

               Migos Môr

                     - Dedico este poema a todas as crianças que sentem a doença e aos pais que lutam ao lado destes pequenos grandes guerreiros

 

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26.3.09



 

 

Um novo ramo
 

Deposito minha esperança
nas sementes que o vento
espalha pelo caminho
Que o tempo sem descanso
apodrece aos frutos e aos homens..
Mas desses sempre surgem,
novos ramos...

E apesar do ciclo ser severo
não nos é permitido
desperdiçar terreno e minério
Pois é justamente dessa terra
que eles irão se alimentar..

Isto é, se até lá não tivermos concretados,
os jardins e os corações..
Assim mesmo tenho fé
de que entre as fendas superficiais
Floresça uma espécie ainda capaz
de ser humana o suficiente...
 
Nada de laboratório ou foguetes,
cálculos ou igrejas;
Precisamos mesmo é de produtores rurais,
mensageiros embotados de lama
Plantando no propósito de que a paz se fertilize
e dê aos nossos filhos e netos
amor pra essa vida...
 

 

 

 

 

 

Autor: Gilmar Santos.

 

 

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Sou criança, sou inesgotável


Ser criança é ser inesgotável na razão,
A razão que transforma qualquer emoção,
A razão que leva ao infinito da questão.

Ser criança é ver por entre cegos,
É sorrir constantemente,
É ter em mente a alma límpida e brilhante,
A alma que viaja sem maldade,
A alma que cava lealdade.

Faço castelos de areia,
Onde fico congelada e radiante,
Radiante porque sou criança triunfante,
Radiante pela experiência expectante.

Construo o meu ser para além da sombra dos outros,
Construo o meu querer pelo presente do que penso,
Sou infantil no mistério da realidade,
Sou infantil porque a fantasia conheço.

Ser criança é ser imortal,
Ser criança é poder cantar em liberdade,
Ser criança é dar luz à verdade.

                                                             

                                                                   Susana Ferreira

 

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23.3.09

A Luz de um Sonho

 

Uma vontade de sorrir

Nasce da luminosidade do luar

Sendo eu criança

Tudo me leva a sonhar

 

Criança com sua alegria

Espontânea e inconstante

Imagina o objecto mais brilhante

Permanecendo assim este o seu guia

 

Criança, de extrema fragilidade

Ingénua e empolgante

Tudo lhe é fascinante

 

Mas com seu sorriso

Mesmo o mais disparatado

Possui alegria contagiante

Que torna o Mundo mais belo e radiante !

 

 

Marcelo Araújo

 

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Criança Africana

 

Criança africana

Não concebida e já condenada

Criança sem futuro

Desde nova escravizada

 

Seu súbtil sorriso sobressai

No topo do inferno que ali vai

Sua tristeza constante

Torna-se num desespero revoltante

 

E nenhuma esperança

Permanece nesse coração negro

Coração triste de criança

 

A escuridão neles presente

Retira-lhes o pouco da sua alegria

Que é inútil para sobreviver na vida

Vida esta, corrompida eternamente !

 

 

Cláudio Madureira

 


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Quero ser...
 
Quero ser, num sonho infinito
uma duquesa,até mesmo uma princesa,
morar numa casa de encantar,
de chocolate, ou até mesmo algodão.
Ter alegria e fazer magia
com a minha varinha de condão.
 
Quero por fim ser criança
Hoje, amanhã e sempre,
Numa alegria constante
d'um sonho atordoante.
 
 
Patrícia Alexandra Pereira

 

 

 

 

 

 

 

 

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18.3.09

Poema de criança

 

Quando é nova uma criança

Nem sequer chega a pensar

Naquela triste herança  

Que este Mundo lhe vai dar.

Inocente, vai brincando,

Entre as ruínas duma guerra

Onde os homens vão matando

Pouco a pouco a sua Terra.

Mas um dia vai dar conta

Da miséria que consome,

Quem não tem a mesa pronta

Para à noite matar a fome.

Com firmeza vai pedir   

Ao mortífero canhão,

Que em vez de balas atire

Uns pedacinhos de pão.

Eu tenho quase a certeza

Que ninguém se vai ralar

E os senhores da grandeza

Vão prosseguindo a brincar.

Tanta gente a padecer

Por esse Mundo inteiro,

Tanta gente sem comer,

Mas prá guerra…há dinheiro.

Meus senhores deste planeta,

Parem lá com as ‘‘matanças’’,

E que mais ninguém cometa

Maus-tratos sobre as crianças.

 

Rama Lyon

 

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17.3.09

Ser sempre criança

 

Hoje e sempre quero ser criança.

Quero emanar esperança,

Em cada passo que dou.

Quero voltar a ser só sonho.

Ser criança, ser  magia,

e ser noite.

Sem nunca deixar de ser dia.

Espelhos.

Esses velhos rivais da beleza.

Esses reveladores de tristeza,

que parecem não acabar.

E as memórias.

Oh, essas velhas histórias.

Essas verdades risórias,

de tudo que ainda sou.

Espelhos que traem memórias.

Fazem o corpo crescer.

Mas a criança, essa nunca esquece.

O que não quer esquecer.

Ser criança?

Para alguns, recordações,

pedaços de uma verdade esquecida.

para mim,o resto da vida!

                                            Pedro Serra

 

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14.3.09

“Baloiço”


Empurrei-te o baloiço, para a frente, para trás,
Tinhas asas, eras pássaro, cometa, avião!
Balançavas como se fosses capaz
De tocar no céu com a tua própria mão!

Na praia eras barco, submarino, peixe, sereia,
Quando te vi, em mergulhos, partir à conquista do mar!
Golfinho entre a espuma das ondas a saltitar
Até terra firme, onde rebolavas na areia!

Quando correste sem parar atrás da bola no relvado,
Eras avançado a marcar golo da vitória!
Quando, à noite, te contei uma história,
Tornaste-te rei, um grande herói, príncipe encantado!
Resgataste a princesa do tirano malvado,
E viveste feliz para sempre!

Mas quando te peguei ao colo, eras pequenina novamente,
Aninhaste no meu peito, quiseste saber de tua mãe,
Um anjo caído mesmo à minha frente,
A quem eu, admirado, perguntei:

“O que és tu, afinal, linda criatura,
E com que contagiosa esperança
Brincas, corres e saltas com prazer?”

Foi quando me encaraste cheia de ternura,
E sorrindo, respondeste: “sou criança,
Por isso, posso ser o que quiser!”



                                                                                      Flipkosta


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11.3.09

Salta, salta, sapo rabugento,

Energético a disfarçar o teu desalento.

Coaxa, coaxa a tua dor,

As tuas verrugas são puras provas de amor.

 

Na noite quente cantas pachorrento,

A embalar meu peito sonolento,

Sapo enrugado dos contos de criança,

De príncipe não te vislumbro semelhança.

 

Sapo de tudo, sapo de nada,

Sapo de terra, sapo de água,

Sapo de nadar, sapo de saltar,

Farto de pensar, sem saber como respirar.

 

Sapo de fabulação, sapo de empirismo,

Sapo de esborrachar, sapo de cinismo,

O bicho é afinal, a raiz de todo o mal.

A humanidade não lembra mais

A metamorfose que teu corpo traz.

 

Autor: Klapausius

 

 

 

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10.3.09

Mestre menino

 

Da saudade de intrínseco ser de algo,

Da sede do provérbio de não ter nascido, ainda.

Da vida que, por já ser, é certo que quase finda,

Salva-me, salva-me, mestre.

Tu, meu senhor menino, que, com vontade, te salgo

O pé descalço, o riso, a frescura campestre.

 

Sabes tanto mais que eu, por saber eu tão demais.

Sabes ao sabor do mundo, queres o céu até cima,

Enfastias do infinito no instante de uma rima.

E eu exaspero e acuso, cá em baixo no sopé,

Ansiando pelas forças ancestrais,

Pela universal verdade do “Quem diz é quem é!”

 

Já vi bem mais com os diamantes dos teus olhos,

Já ensinei a muitos outros essas asas de papel.

Não sei como, foi sem querer, mas não lhes fui muito fiel,

Cresci. Chega agora de crescer, de só sonhar as coisas belas.

É a hora de ser livre, é o tempo dos desfolhos.

É a hora, mestre menino, de voltarmos a dançar com as estrelas.

 

 

Miguel de Miguel

 

 

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Parece que és bruxa


Se pegas na vassoura e aspiras
a voar pelos ares…
parece que és bruxa! Parece que és bruxa!

Se o céu está escuro e tu adivinhas
que não vai chover…
parece que és bruxa! Parece que és bruxa!

Se a dor de um amigo também tu a sentes
e não és indiferente…
parece que és bruxa! Parece que és bruxa!

Se me olhas nos olhos e estás mesmo a ver
o que me vai na alma…
parece que és bruxa! Parece que és bruxa!

Parece que és bruxa mas és só…
criança

e queres ter direito a sonhar;
a brincar um pouco mais no jardim;
a contagiar os outros com a tua alegria
e a nunca pôr limites à esperança…

parece que és bruxa mas és só…
criança.

 

João Alberto Roque

 

 

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O Menino que Voava

 

 

O Menino, corre, corre, corre

Esconde, salta, empurra

Canta, dança, grita

Fala, cala, apanha

Corre, corre, corre

 

Chora, ri, imita,

Desenha, rasga, tenta

Sonha, dorme, acorda

Corre, corre, inventa

 

E leva a mochila que é pesada

Pézinhos molhados

Correndo na estrada

Sacode o caminho

Caminho deserto

Debaixo do sol

Sozinho correndo

 

Já perto da vila

Mochila pesada

Que pesada carrega

Pousa-a no chão

Sobe o escorrega

 

Já é meia lua

Já é meia hora

Corre, corre a rua

Corre, corre agora.

 

 

Joana Espírito Santo.

 

 

 

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8.3.09

Tu… Menino

 

Tu

Menino de caracóis

Loiros como o sol

Olhos azuis de céu

Sorriso cristalino do mar

Tu

Menino que corres pelos campos

Que voas nas asas do vento

Que sonhas nos braços das nuvens

Que acreditas na vida e nos sonhos

Tu

Menino que tens um coração

Cheio de amor e paixão

Que distribuis sorrisos eternos

E abraços cheios de ilusão

Tu

Que sabes o que queres

Que acreditas no que podes ter

Que lutas pelo que queres viver

Que enfrentas a vida sem medo

Tu

Menino que amas

Que acreditas e vives

Muda o Mundo

Muda a Vida

Muda a Esperança

Com a palma da tua mão

Pois nela tu guardas

O maior tesouro do Mundo

A tua inocência

 

Lena

 
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7.3.09

menina

 

menina que lês o livro de estudos

sentada à mesa nesse banco de madeira

tu

sim

menina

és mais livre que a liberdade

livre

porque enquanto lês sorris candidamente

com o pensamento a vaguear lá por fora

a subir montes

a molhar os pés nas poças

a trepar às árvores do pomar

a saltar à corda com outras como tu

livre

porque o mundo é o que a tua imaginação quer que seja

e tu

podes sorrir nos dias de chuva

podes chorar se faz sol

podes tudo

e tudo é o teu voar de mansinho sobre cada frase

pousando calmamente nas letras que escolhes sem saberes porquê

sê livre

pinta um sorriso no sol do dia-a-dia

faz uma lua no meio das estrelas

e canta bem alto essa cantiga de faz-de-conta

 

 

dm

 

     

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Título: "Raio de Sol"



Flor que desabrocha,

 

raio de sol que tudo ilumina em seu redor…

 

Inocência tão jovem… tão bela…

 

Não cresças, eterna criança!

 

Fica para sempre presa nos laços da infância,

 

sobre as estrelas do teu céu…

 

Deixa que a luz desponte em ti,

 

que o vento sopre orgulhoso no nosso jardim:

 

“Nasceu uma nova flor…”




                                                                     Joana Assis


 

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4.3.09

                 CRIANÇA
 

Doce sorriso, alegre indagar,
Olhos perdidos,
Sempre a buscar.

Atos sensatos, atos impensados,
Atos sem porquês,
Na busca de entender.

Amarga tristeza
Ao ver, adultos, que não compartilham
Deste doce sorriso e alegre indagar.

Ah , criança ..., doce sorriso, alegre indagar,
Olhos perdidos,
Sempre a buscar, que há de encontrar?
 

                                                                  Marco Antônio Dib

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Atrás
 
Afundado num mar de esperanças,
ouvia alegremente a minha voz de criança
com sonhos, brincadeiras, risos e alegrias,
perdidas no tempo onde a magia existia.

Foram risos ternurentos sem malícia
melodiosos como pássaros que chilreiam no campo
à espera de um sitio de mil encantos
onde se respira o cheiro do cravo de abril*

Campos verdes onde reina a harmonia
de sentidos, verdades, amores e alegrias
com caminhos sinuosos, pedras e obstáculos
que fazem da vida um grande espectáculo
 
Javier Santos
 
*fig.,
idade da alegria e da inocência;
mocidade (nas acepções figurativas grafa-se com inicial minúscula).
 

 

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2.3.09

           Menino do papá

 

 

Condói-me teu olhar travesso

Quando vou à luta descontente

Mas, teu fácil sorriso no regresso

Faz-me crer que ainda sou gente.

 

Neste mundo torcido e cruel

Que feliz arrastas com um cordel,

Queira o devir ser-te só felicidade,

Abracinhos fofos desinteressados,

 

Memórias, bons momentos passados

Numa terra fantasista sem idade.

Aí, nessa linda casa dos porquês,

 

Recreio sob a abóbada celeste prometido,

Onde a verdade é a imagem que vês,

Tudo vale, mesmo quando é fingido.

 

Gustavo F.

 

 

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1.3.09

 PARA SEMPRE

 

Vejo um sorriso enternecedor,

Que me mostra a beleza do eterno amor!

Ouço uma voz doce a querer cantar,

Já que não existe a preocupação de falhar!

Sinto a inocência pura de quem sabe brincar,

Tudo em seu redor é bom para festejar!

 

Sabe bem ter estes sentidos,

Fazem relembrar todos os momentos já vividos!

Sem dúvida me levam a crer,

O quanto vale a pena uma pessoa viver!

Mas pergunto-me se todos pensamos assim,

Mesmo sabendo que o tempo passa e tem um fim.

 

A procura pela resposta vai continuar,

Mas algo de certeza eu sei!

Continuo a sorrir, a cantar e a brincar,

Já que de ser criança nunca me cansei.

A base da resposta descobri eu agora!

Ver, ouvir e sentir como criança, jamais irá embora!

 

 

 

 

Inês Correia

                                                                                 

 

 

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