Poemas Apresentados ao III Prémio de Poesia em Rede - Publicação Provisória
12.2.09

Eterna criança…

 

Por entre olhares rancorosos de uma multidão em fúria,

Por entre ruas, escadas e caminhos de terra,

Um olhar de sofrimento surge

Oculto por roupas velhas

Que deixaram há muito de ser o presente desejado.

 

Reencontro novamente os teus olhos

Que já nada me dizem, já nada me revelam.

Saber que tanto te amei,

Que tantas noites perdi chorando no silêncio da escuridão

Na ânsia de assistir à impossível repetição de nossos actos.

 

Por entre olhares discretos e lágrimas escondidas

Prometemos enquanto crianças

Nunca esquecer o amor que nos unia…

Oh, eterna ingenuidade de quem vive num mundo de quimera.

 

Enquanto adultos,

Esquecemos a pureza que os nossos corações conservavam,

Perdemos a inocência que habitava nossas almas,

Desprezámos a maior parte dos ensinamentos que nos transmitiram

Achando conseguir, sozinhos, escolher os caminhos certos.

 

Esquecemos que fomos crianças, que ainda somos crianças,

Esquecemo-nos de viver o presente porque não abandonamos o passado,

Porque pensámos demais no futuro.

Hoje, escolho o caminho da felicidade, pois

Com este corpo de adulto, coabita uma alma de criança,

Uma eterna criança que sempre me lembra

De nunca parar de sonhar…

 

Diana

 

link do postPor poesiaemrede, às 01:02 

De Joana a 18 de Fevereiro de 2009 às 18:04
poema simplesmente lindo!

li todos os poemas publicados até agora e este foi aquele que mais me tocou.

Muitos parabéns

De Diana a 18 de Fevereiro de 2009 às 18:26
Fico muito satisfeita por ter gostado do meu poema. Um dos melhores aspectos deste consurso é oferecer-nos a oportunidade de transmitir aos nossos leitores as mais variadas mensagens e, de certa forma, levá-los a identificar-se com o que escrevemos...
Muito obrigada pelo comentário...

De Diana a 18 de Fevereiro de 2009 às 18:28
*Concurso e não "consurso", peço desculpa...

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