Poemas Apresentados ao III Prémio de Poesia em Rede - Publicação Provisória
25.2.09

“Tudo muda…”


Tinhas amêndoas no olhar e um estrelado sorrir

Mente pura, e candura, de quem não sabe mentir.

A bela infância passa, seguiste uma nova estrada

Sais da antiga ignorância, e queres voltar à vida passada.

 

“Criança” perdida nas ruas, vagueando para além

Bastarda filha de nada, filha de ninguém.

Cantaram-te ao ouvido doces canções de embalar

Doces memórias perdidas que nunca mais ouviste cantar.

 

Saudade guardas agora de tempos que foram diferentes

Tanta coisa por dizer, perdidas paixões ardentes.

Usada pela vida e logo a seguir deitada fora

Vida maldita que te iludiu numa infância de outrora.

 

Hoje, já não há amêndoas no teu olhar

O teu sorriso já parou de brilhar

Tudo mudou tão de repente…

 

Voltaste as costas e seguiste

Para trás, a saudade persiste

Mas simplesmente olhaste em frente!

 

Xilofone ainda toca baixinho as doces canções de embalar

Zumbidos agora distantes que jamais irão voltar…

 

 

Vânia Furet

 

link do postPor poesiaemrede, às 23:55 

De Soraya Cruz a 27 de Fevereiro de 2009 às 23:18
Adorei o poema ^^

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