Poemas Apresentados ao III Prémio de Poesia em Rede - Publicação Provisória
30.1.09

Criança, vem embalada, vem
Faz do teu mundo o brinquedo
O carrinho que rola sem medo
Em direcção aos braços da mãe
 
Por baixo da almofada, voa
Com a fada que te guia
Não sigas as estrelas à toa
Pois amanha será outro dia...

 

Tu podes ser tudo! Cavaleiro
Príncipe, ou até super-herói
Com a espada rasga este nevoeiro
E esta saudade por inteiro
(Que um dia verás que dói)
 
Mas por agora, só por agora
Sonha e vive, para além de mim
Parece que o tempo não vai embora
Quando as brincadeiras não têm fim..
 
E ao olhar-te, minha criança
Nesses olhos soltos de menino
Vejo a mesmissíma esperança
Com que eu olhava de pequenino.
 
José Correia

 

 

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26.1.09

Apenas Crianças

 

Duas pedras preciosas,

Com os olhitos a brilhar,

Duas crianças amorosas

Que ainda nem sabem gatinhar.

Dois botões a florescer

Que o futuro viu nascer!

 

Feições únicas, bem marcadas,

Narizitos tão diferentes,

Boquitas bem desenhadas,

Sorrisos doces e inocentes.

Dois meninos tão desejados,

Tão pequeninos, mas tão amados…

 

Já os vejo a correr atrás da bola,

Traquinas, felizes, cheios de vida,

Já os vejo a caminho da escola,

Enquanto penso em tanta criança perdida.

Tanta criança abandonada,

Sem pão… sem nada…

 

Crianças que crescem sem amor

Que pedem algum consolo,

Crianças que só conhecem a dor

Que procuram o carinho de um colo.

Crianças que são apenas crianças…

Em quem depositamos tantas esperanças!...

 

 

Dina Rodrigues

 

 

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                                      A CRIANÇA JESUS


Vê, Belém, já chegou o grande dia!
A terra estava prenhe de ansiedade,
E tu, sorrindo de felicidade,
Como previra antiga profecia.

Anjos cantando, um quadro de alegria
Naquela gruta com simplicidade;
Numa criança, toda a divindade
Sob os cuidados ternos de Maria.

Sem conforto nenhum, embora Rei,
O Menino chegou, trouxe esperança.
Fala, Belém, pois explicar não sei,

Pois pra selar aqui nova Aliança
Tornando inteligível a Sua Lei,
O próprio Deus quis ser uma criança.

                                                                   Gílson Faustino Maia

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25.1.09

Há algo de belo


Há algo de belo em alguém que morre novo,
E nada da beleza está na morte.
Pelos cantos putrefactos do que vejo
Vejo mais, que a vida que se acaba, antes do tempo,
(há lá tempo para qualquer vida se acabar?)
Tem algo de belo nela, nesse suspiro, nesse findar.
Um romantismo estéril e moribundo,
Do que acabou antes de vir a ser,
E a ignorância do que seria,
Evitando a decadência do lento deixar de ser.
E é triste, e é belo, e emociona-me
O arder e o apagar independente
Da vontade ou desejo do portador,
Apenas por significar o que significa:
Menos o fim de uma esperança infinita num tempo finito,
Menos uma cortina a separar o tudo do nada, e do menos que isso,
Menos uma alma incompleta à espera de o descobrir
(completa por isso)
Menos um resfriar lento e comedido, para não parecer mal,
Mais um suícidio em nome da eternidade.
 
O medo. O medo. O medo.
Perde-o.
Agora ou depois, ardendo ou apagando,
Criança com tudo ou acabado com nada,
Perde-o.
Só te resta a morte.


Pedro Leitão

 

 

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24.1.09

 


Ser pequenino é um mimo!

Os dias são enormes
"Bom dia alegria!"
Uma voz poderosa chama
"Está na hora de acordar!",
"Toca a levantar!"
"Chega já de preguiçar!"
A custo, lá pestanejamos
Um banhinho tomamos
E os dentinhos lavamos
"O pequeno almoço está na mesa!"
...há que aligeirar...
Que o caminho da Escola é longo!
Puxa vida e já almoçamos!
Não falta tempo,
Falta preocupação,
Dos Grandes que lutam e ganham tostão.
Nós entre tantos... estudamos!
Chegando a casa, lanchamos.
Joga-se a macaca e ao berlinde
Com playstation  e com Barbie
Estudamos?!....
Um banhinho tomamos
E os dentinhos lavamos.
Jantamos.
A Tv espreitamos
Pedimos colo e um conto,
Um chi-coração...
Embalamos...e..."
"boa noite"!
... volta tudo ao inicio!


André Manuel

 

 

 

 

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As crianças

 

Olham páginas em branco

E avistam cor.

Refugiam-se de baixo de um manto

De carinho e de amor.

 

Deslocam-se em bicos de pés

Quando querem uma carícia

E lutam contra ventos e marés,

Lealmente, sem malícia.

 

Pintam paredes de sonhos

Com a tinta da imaginação.

Possuem corações medonhos

Mas que cabem numa mão.

 

São a alma do futuro

Vindas de um passado recente.

Ainda não têm um espírito maduro.

Mas o alcançarão, calmamente.

 

Percorrem caminhos de descoberta

Sem os pedirem a ninguém.

E, porque a vida não é certa,

Por vezes, tratam-nas com desdém.

 

Ainda muito haveria para contar

Sobre os caminhantes desta faixa etária.

Mas, tal como eles, vou brincar

E pousar a caneta na secretária.

 Sílvia Gonçalves

 

 

 

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22.1.09

As flores e as cores

 

As flores são como as cores

Lindas e divertidas.

De várias espécies e feitios

Até das mais atrevidas.

 

Trazem recordações

E fazem lembrar canções.

Abrem corações

E criam muitas paixões.

 

O vermelho lembra o amor,

Mas também faz lembrar a dor.

E existem várias flores,

Desta cor.

 

O verde lembra a esperança

E o brilho da erva.

O azul faz lembrar o mar

Para onde quer que nos leva.

 

O amarelo lembra o Sol brilhante

E as pessoas elegantes.

O rosa lembra a cor,

Mas também a flor.

 

Existem várias cores

Todas com a sua característica,

Aprenda o seu significado

E seja mais ambientalista.

 

 

Telma Branco

 

 

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                        PERIGO
 
 
Vi uma garota dormindo
num sono puro de criança
vestia short e camiseta
suja e sem etiqueta
 
Simbolo concreto do menor carente
além de tudo era deficiente
faltava-lhe o pezinho esquerdo
senti vontade de acordá-la
mas tive medo...
Medo e insegurança
não daquela humilde criança
mas de não ter o que lhe ofertar ou para onde levar
A um hospital? A um conselho tutelar?
Se na verdade ela precisa é de um lar
 
Vi uma garota dormindo
exposta aos olhos de quem por ali passava
todos tinham um lugar a seguir um horário a cumprir
mas aquela criança não tinha sequer onde dormir...
 
Vi uma garota dormindo
não era apenas um sono infantil
era um sono sem esperança
e ainda dizem que as crianças são o futuro do Brasil...
Crianças que dormem nas ruas ,
sem cobertor e sem abrigo
Acorda Brasil!
que seu futuro estar correndo grande PERIGO!
                            
                          Lenice Ferreira
 

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20.1.09

Um Sorriso

Ela sorri, como se fosse a vida
Contemplando as miragens da paixão.
Serena e infantil, quase perdida,
Uma criança fita a solidão.

Num sorriso, estilhaça a escuridão,
Doma as feras da noite indefinida
E planta no vazio de um coração
Um sorriso de esperança renascida.

Ela vive nas asas da memória
Como um futuro arrancado da história
E transplantado em terra abandonada

Para florescer em rosa fascinante,
Sorrindo aos olhos da noite brilhante
Como um hino nos céus por sobre o nada.

                                              Carla Ribeiro

 

 

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      Hoje é dia de festa
 
  Hoje é dia de festa
  Pois em um rostinho lindo
  Um sorriso me encantou
  E em seus olhinhos a me olhar
  A pureza me mostrou
  E levou-me a voar
  Como balões coloridos
  Quando leves toques
  De seus dedinhos
  Fez-me flutuar.
 
  Hoje é dia de festa
  Uma grande festa
  Quando a contemplar
  A doçura multiforme
  De uma coisinha
  Tão simples, meiga e grandiosa
  Que me faz amar, sonhar e confiar...
 
         Terezinha Guimarães

 

 

 

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A bola da Rita rebola, e rola…calçada fora…
Rebola e saltita, calçada fora, por sobre os lancis,
Por sobre os beirais, calçada abaixo, por meio dos quintais
E ei-la que espreita e agora se esconde
A bola da Rita rebola, rola, saltita e gira, rodopia
Sem parar, qual piáo, qual corcel, atira-se ao ar
E salta outra vez, agora que sobe aquela ladeira
Deixa-se cair, rola, rola, rola sozinha, sempre a andar
Agora se esconde, já quase perdida, já quase a parar
E a Rita cansada, calçada fora, calçada abaixo,
Ladeira acima, ladeira abaixo, corrida sem fim, até sufocar
Quem dera que a bola parasse enfim,
Enfim cansada, sem fintas nem nada, que fosse parando,
Devagarinho, esperando pela Rita, que corre, se corre!
E agora, onde está? Passou os quintais, saltou dos canteiros,
A bola da Rita não pára, não quer, sem esperar saltita e
A Rita grita:« Ai bola malandra, não fujas de mim!»
Mas a bola rola e rola, rebola e pula, fintando a Rita,
Que sempre a correr, sempre a saltar, persegue a bola,
A sua bola, que chegou à estrada, sem medo de nada,
Matreira e rápida, num instante se some, rolando, rolando
Até ao cais, pertinho dos barcos, juntinho à amurada
E a Rita sem fôlego, quase a apanhá-la, quase a chegar
Ao pé da bola, ao pé dos barquinhos, e agora um ventinho;
Um vento de nada, que sopra mansinho até à amurada
E a bola que esperava, agora parada, que a Rita a levasse,
Em menos de nada, se deixa embalar na brisa da tarde e
Adeus, Rita, que o rio me chama: eu vou viajar,
Um dia quem sabe, se tu me quiseres, eu vou voltar,
Se o mar me trouxer e tu, então, quiseres me agarrar

Cálice

 

 

 

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18.1.09

                            

                                 Meninas de Cristal

Narizitos cuidadosamente moldados
Boquitas alegremente recortadas
Olhos vivos de tanta vida por viver
Miniaturas de cristal
Reflexos puros
De genuinidade
De ingenuidade
Pormenores do ser esculpido
Minúcias da existência soprada
Jóias puras gemas
Peças únicas na minha vida
Preenchem de detalhes os meus dias
Por vezes sombrios os meus dias
Iluminados pela luz
Desse cristal
Abrilhantados pela transparência
Dessa inocência
Harmoniosamente pequeninas
Estas miniaturas as minhas meninas
Bibelôs cheios de graciosidade
Alegram a minha vida
Por vezes tão pouco genuína
Jóia de pechisbeque
Perdida em reflexos difusos
Esquecida da verdadeira
Importância da existência da vida
                                                             Rute Galvão

 

 

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Sou Criança



Sou criança dizem eles

Nem sempre devo opinar

Tenho de fazer os deveres

Perco o tempo de brincar

Sou criança tão ladina

Sempre a perguntar porquê

Sou uma criança rabina

Que quer tudo o que vê!

Acho o mundo tão gigante

Tão maior que a minha rua

Tantos países distantes

Fica mais perto a lua?

Às vezes não gosto disto

E daquilo também não

Se faço birra e resisto

Levo logo um sermão!

Sou criança e sou feliz,

Muitos me sabem amar

Agora sendo petiz,

Sei rir, crescer e cantar!

Sou criança, eu sei bem

Mas isso é mesmo conforme

Porque em dias que convém:

"- Porta-te bem! Estás enorme!"

 


Autor : L.


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17.1.09

VAZIO DE CRIANÇA

 

Ah, menino abandonado, roupa rota, alma ferida.

Coração esfarrapado, tu és pedaço de vida!

 

Teu sorriso meio perdido no tamanho da diferença,

Morre em lágrima-gemido, querendo manter a crença.

 

Mas se os outros têm pão, conchego nas noites frias,

Não entendes a razão da solidão dos teus dias!

 

E o tempo, frio e duro, por ti passa, sem parar.

Serás Homem no futuro, sem força p’ra perdoar.

 

Por isso a criança que fui já já chora no caminho percorrido…

 

Sofia Cabral

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A MENINA EM MIM…

Dentro de mim há, todos os dias,
Uma menina muito pequenina
(falo muito a sério, não estou a sonhar!)
Com quem me dou muito bem,
Com quem gosto de brincar.
Não sei o que é vergonha
Por isso nunca dela me envergonho
Mesmo quando é travessa ou faz maldades.
É em mim que a trago, jamais se escondeu
E todos os dias, a todas as horas,
Sou muito mais Ela do que Eu.
As minhas meninas,
As que pus no mundo,
Zangam-se com ela,
Não sabem amá-la
E ela fica triste, chora e vai-se embora
Mas volta a sorrir mal se esqueçam dela…
E eu também sorrio,
Torno a inventá-la,
Dou-lhe dos meus sonhos,
Dou-lhe a minha voz
E enquanto viver não quero perdê-la
Ou desencantá-la!
Se esta simbiose vos não agradar,
Se acharem imprópria esta cumplicidade,
Ó senhores do Bom Senso e do Lugar-Comum,
Vão ter, queiram ou não, de a aceitar…
É ela quem me tece os dias,
Um a um!


Maria João Brito de Sousa

 

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No poema uma criança é da cor do verão

A cor do verão quando o vento sopra nos abetos,
e a sombra do mar entre a brancura das casas.
Uma criança sozinha com os seus olhos secretos
canta e ergue os braços como se fossem asas.

Sempre a caminho de um íntimo segredo,
irmã das fontes, a criança com o sorriso de água,
de lira ao peito, a sua voz de nada tem medo,
e no pequeno coração de âmbar nunca guarda mágoa.

O odor das flores, essa criança sabe-o só de o imaginar,
quando o pólen lhe atravessa a pele como se um rio fosse.
É seu o nome da primavera e todo o seu destino é cantar!
Não sabe outro caminho, nada seria se não cantasse.

E o poema depois de escrito,  os seus olhos confirma
o seu rosto de rosácea, a sua pele de rio se canta.
E, se canta, a criança é toda erguida a voz que ama
tudo aquilo que ela com todo o seu dom encanta.

                             
                          José Pereira

 

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16.1.09
 

 

 

 

NOVA ERA

 

 

 

Homenagem à minha cidade natal,
no Vale do Aço, em Minas Gerais.

 

 

 

Minha cidade é limpa,
é verde amarela azul e branca.
Minha cidade é  pequenina
e tem rio,
tem lagoa,
tem São José da Lagoa,
tem vales e serras.
Inda ontem fui lá
e fiquei feliz:
minha cidade ainda tem crianças
brincando na rua...

 

 

 

 

 

Autor:        Remisson Aniceto


 

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14.1.09

 

Toda a criança é um rio

As crianças são espelhos. Erguidas, plantadas
à beira dos rios de ar do poema, que atravessam
só de o respirar. E, se me olham espantadas,
eu escrevo depois o poema onde só elas cantam.

Toda a criança é um rio
com olhos cor de safira.
E, se com elas, triste, sorrio,
é porque é nosso o canto da lira.

Não lhes peço mais que um pouco de céu
e o génio das palavras semeado no vento.
De Maia, só elas sabem o que está por detrás do véu,
sob as estrelas com os líricos olhos ao relento.

Cada criança é o seu próprio céu estrelado,
e onde vêem o Deus ao espelho, está o poema.
E elas cantam, dizem palavras: amado,
música, dedos, piano, coração, noema,

Eu sei, as crianças são paisagens atravessadas
por rios cor de pássaro. Na garganta flautas têm,
por Orfeu são as coisas mais amadas,
e o poema só começa quando elas sorriem.

pseudónimo: Gabriel Vagas

 

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12.1.09

PARA SEMPRE CRIANÇA
 
Por mais que o tempo passe e que tudo mude
Sempre estará escondido lá no fundo a criança que fomos.
E sempre lembraremos dos momentos da infância com um sorriso,
Não este apenas dos lábios, mas também da alma.
 
Lembraremos de como eramos felizes
E que nem tinhamos noção disso...
...E sentiremos saudades...
 
E correremos de um lado para outro atrás desse sentimento...
E não o encontraremos em ninguém e em lugar nenhum,
Mas depois perceberemos que é dentro de cada um de nós
É que está o ser que nunca morre...
Que se chama: CRIANÇA.
                  
 
                           Fernanda Moura

 

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"Deixa-me nascer"

Mamãe já sou criança, um menino
Ainda não percebe, deixa-me nascer.
Sou quase um nada, um pequenino
Sinto tudo e posso perceber.

Estou no teu ventre, vem me alimentar,
Cuide-se, alimente-se para eu crescer...
Minha mãe querida espere, logo vai ver,
Com o tempo, sentirá a barriga aumentar.

Mamãe não chore pelo abandono!
Ficarei junto de ti, teu apoio serei,
Não pense no meu pai, foi engano.
Pense em Deus, nosso pai, nosso Rei.

Mamãe preste bastante atenção!
É uma mulher, adolescente carente
É difícil ser mãe neste mundo vilão...
Sou teu filho e serei valente!

Não tem raiva de mim. Estou a crescer
Com esta dor que veio te abraçar.
Mesmo sozinha deixa-me chegar
Mamãe eu quero muito nascer!

Eu quero ver a vida, deixa-me viver!
Tenho em mim o amor a pulsar,
Mamãe sou teu filho, já sei amar...
Creia! Vale à pena deixar-me nascer.

Velucia

 

 

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10.1.09


Imperador da mudança


São elas imperadores da mudança,

Figurada frágil esse ser, criança,

Ser criança é a nossa eterna dança,

E no par nunca perder a confiança.
 

Ver o mundo num baloiço que balança,

É Estado de constante aventurança,

Sem exigência, receio ou cobrança,

Desconhece o tempo, é da vida aliança.

 
Corre sem ir a lado algum e nem se cansa,

Sem preocupação alguma, a vida abraça,

Pais podem ser o cabo, mas é ela a lança,

Pais são os que lembram a sua criança.

 
Para não esquecer a semente do meu ser

Rega-la sempre que vejo o sol nascer,

Poder apreciar o seu maravilhoso florescer,

Baptizei-a, o nome que lhe dei foi Esperança.
 

 

Bruno Dias

 

 

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7.1.09

 

Porcelanas de Orvalho
 
Quando subimos o olhar prodigioso
E ao longe as aromatizámos,
Sentimos a tal correlação
Que se viria a revelar benévola
E que muitas vezes nos forneceu
O firmar da arte desirmanada.
Esse silêncio que nos intacta,
Dilacerou-nos o racionalizar,
Preteriu-nos no austero,
Abandonando-nos dementes
Perante tal excelência singular.
Esses desertos,
Essas areias secas,
Esses pós mortos,
Que ressuscitam
E florescem
Na incomensurabilidade
De impugnações,
Não se alcançam dominar.
E…
São engenho
Que embute,
São faísca
Que atinge,
São sabor
Que tolhe,
São perfeição
Que permanece,
São crianças
Que nascem.
 
Francisco Viborg de Aragão

 

 

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A infância é da criança

Ter infância é ser criança,
E embora haja quem não pense,
Criança também é gente.

Criança tem sentimento,
Que cresce com o tempo.

Criança tem alegria,
Envolta em fantasia.

Criança quer brincadeira,
E também gosta de fazer asneira.

Criança não tem vaidade,
Mas é próprio da idade.

Criança também sente tristeza,
Mesmo criada com riqueza.

Criança também tem dor,
E sofre por falta de amor.

E que bom que seria,
Se pudesse-mos dizer todos com alegria,
Que já fomos criança em dia.



Autor: Green Eyes

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4.1.09

Tempos de Criança

 

Tempos esses em que não havia quase nada

Nada de preocupações nem lamentações

Apenas contos de fada

E uns tantos chi-corações

 

Passava os dias a sorrir

E as noites a sonhar

Mas nunca queria dormir

Queria sempre brincar

 

Tanta energia e tanta vitalidade!

Para mais um jogo havia sempre vontade

Quando a mãe chamava dizia-lhe sempre “já vou”

Mas quando dava conta “mais de meia hora que passou!”

 

Tanta confiança e imaginação

Nem sempre davam bom resultado, não!

Quando dava para o torto ficava de castigo

Mas passado pouco tempo tudo era resolvido

 

O entusiasmo de aprender

E a força de não esquecer

Fazem das crianças… seres a valer!

 

Daniela Coutinho

 

 

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3.1.09

Arco-Íris

Fruto do amor,
Nasce um rebento:
- Humana flor!
Repleto de candura
Respira livre
Corre, pela mão segura,
Inocente, pequenez pura,
Pulsante de cor, de vida…
No piscar dos olhitos
Brilhantes, esbugalhados e bonitos
Qual mágico sorriso maravilhoso?!
De duende guloso
De esperança verde vestida,
…espantoso!


Liacrisoa

 

 

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