Poemas Apresentados ao III Prémio de Poesia em Rede - Publicação Provisória
18.1.09

                            

                                 Meninas de Cristal

Narizitos cuidadosamente moldados
Boquitas alegremente recortadas
Olhos vivos de tanta vida por viver
Miniaturas de cristal
Reflexos puros
De genuinidade
De ingenuidade
Pormenores do ser esculpido
Minúcias da existência soprada
Jóias puras gemas
Peças únicas na minha vida
Preenchem de detalhes os meus dias
Por vezes sombrios os meus dias
Iluminados pela luz
Desse cristal
Abrilhantados pela transparência
Dessa inocência
Harmoniosamente pequeninas
Estas miniaturas as minhas meninas
Bibelôs cheios de graciosidade
Alegram a minha vida
Por vezes tão pouco genuína
Jóia de pechisbeque
Perdida em reflexos difusos
Esquecida da verdadeira
Importância da existência da vida
                                                             Rute Galvão

 

 

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Sou Criança



Sou criança dizem eles

Nem sempre devo opinar

Tenho de fazer os deveres

Perco o tempo de brincar

Sou criança tão ladina

Sempre a perguntar porquê

Sou uma criança rabina

Que quer tudo o que vê!

Acho o mundo tão gigante

Tão maior que a minha rua

Tantos países distantes

Fica mais perto a lua?

Às vezes não gosto disto

E daquilo também não

Se faço birra e resisto

Levo logo um sermão!

Sou criança e sou feliz,

Muitos me sabem amar

Agora sendo petiz,

Sei rir, crescer e cantar!

Sou criança, eu sei bem

Mas isso é mesmo conforme

Porque em dias que convém:

"- Porta-te bem! Estás enorme!"

 


Autor : L.


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