Poemas Apresentados ao III Prémio de Poesia em Rede - Publicação Provisória
12.2.09

Crianças:

 

Irmãs do azul,

Manhãs,

Mundos estrelares,

Diamantes

Do fogo sempre amantes.

Elas –

Sim, elas são as crianças

Que liberam o amor

Para tudo banhar.

Elas –

Sim, elas são as crianças

Que tocam o essencial

Soltando

Substâncias

De milagre no sorriso

Da Humanidade…

 

 

Gilda Nunes Barata

 

link do postPor poesiaemrede, às 01:04  ver comentários (1) comentar

Eterna criança…

 

Por entre olhares rancorosos de uma multidão em fúria,

Por entre ruas, escadas e caminhos de terra,

Um olhar de sofrimento surge

Oculto por roupas velhas

Que deixaram há muito de ser o presente desejado.

 

Reencontro novamente os teus olhos

Que já nada me dizem, já nada me revelam.

Saber que tanto te amei,

Que tantas noites perdi chorando no silêncio da escuridão

Na ânsia de assistir à impossível repetição de nossos actos.

 

Por entre olhares discretos e lágrimas escondidas

Prometemos enquanto crianças

Nunca esquecer o amor que nos unia…

Oh, eterna ingenuidade de quem vive num mundo de quimera.

 

Enquanto adultos,

Esquecemos a pureza que os nossos corações conservavam,

Perdemos a inocência que habitava nossas almas,

Desprezámos a maior parte dos ensinamentos que nos transmitiram

Achando conseguir, sozinhos, escolher os caminhos certos.

 

Esquecemos que fomos crianças, que ainda somos crianças,

Esquecemo-nos de viver o presente porque não abandonamos o passado,

Porque pensámos demais no futuro.

Hoje, escolho o caminho da felicidade, pois

Com este corpo de adulto, coabita uma alma de criança,

Uma eterna criança que sempre me lembra

De nunca parar de sonhar…

 

Diana

 

link do postPor poesiaemrede, às 01:02  ver comentários (7) comentar

Juntam-se todas as cores e fazem-se risos

Que não se cansam e nem adormecem

Faltam promessas que não amanhecem

Lambuzam-se olhares que ficam cativos

 

Olhares que brilham ainda sem sisos

Enquanto os adultos, todos, endoidecem

Enquanto as esperanças, todas, desfalecem

Mesmo com tantos, ai, tantos avisos

 

São empurradas para um incerto futuro

Por mãos que não deviam sair do leme

Distribuindo amor, carinho e certezas

 

Mas caminham ignorantes rumo ao escuro

Não acreditando que alguém as algeme

São apenas crianças, não têm impurezas

 

Nicácia

 

 

 

link do postPor poesiaemrede, às 00:55  comentar

Poesia em Rede
 
Poesia em Rede
Fevereiro 2009
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6
7

8
9
13

15
16
18
19

22
24
26


Leituras
subscrever feeds
blogs SAPO
Contador de visitas