Poemas Apresentados ao III Prémio de Poesia em Rede - Publicação Provisória
18.3.09

Poema de criança

 

Quando é nova uma criança

Nem sequer chega a pensar

Naquela triste herança  

Que este Mundo lhe vai dar.

Inocente, vai brincando,

Entre as ruínas duma guerra

Onde os homens vão matando

Pouco a pouco a sua Terra.

Mas um dia vai dar conta

Da miséria que consome,

Quem não tem a mesa pronta

Para à noite matar a fome.

Com firmeza vai pedir   

Ao mortífero canhão,

Que em vez de balas atire

Uns pedacinhos de pão.

Eu tenho quase a certeza

Que ninguém se vai ralar

E os senhores da grandeza

Vão prosseguindo a brincar.

Tanta gente a padecer

Por esse Mundo inteiro,

Tanta gente sem comer,

Mas prá guerra…há dinheiro.

Meus senhores deste planeta,

Parem lá com as ‘‘matanças’’,

E que mais ninguém cometa

Maus-tratos sobre as crianças.

 

Rama Lyon

 

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