Poemas Apresentados ao III Prémio de Poesia em Rede - Publicação Provisória
7.1.09

 

Porcelanas de Orvalho
 
Quando subimos o olhar prodigioso
E ao longe as aromatizámos,
Sentimos a tal correlação
Que se viria a revelar benévola
E que muitas vezes nos forneceu
O firmar da arte desirmanada.
Esse silêncio que nos intacta,
Dilacerou-nos o racionalizar,
Preteriu-nos no austero,
Abandonando-nos dementes
Perante tal excelência singular.
Esses desertos,
Essas areias secas,
Esses pós mortos,
Que ressuscitam
E florescem
Na incomensurabilidade
De impugnações,
Não se alcançam dominar.
E…
São engenho
Que embute,
São faísca
Que atinge,
São sabor
Que tolhe,
São perfeição
Que permanece,
São crianças
Que nascem.
 
Francisco Viborg de Aragão

 

 

link do postPor poesiaemrede, às 00:29  comentar

De Vera Cruz a 15 de Janeiro de 2009 às 17:22
As tuas palavras revelam e confirmam o ser humano lindo que és.Parabéns.bjs doces

Vera Cruz

De Nz a 15 de Janeiro de 2009 às 19:37
"São crianças que nascem" sempre cheias de esperança. Nunca deixes morrer a criança que habita em ti.
Nz

De Velucia a 18 de Janeiro de 2009 às 18:07
Olá Francisco

Muito bonito.
As crianças são frágeis como porcelanas e por isso devemos ter todo o cuidado.

Boa Sorte

Abraço.

De PAULA NUNES a 19 de Janeiro de 2009 às 11:17
...e eu sabia que tinha um colega talentoso, com só tu!É suave ser tua amiga: Parabéns por existires. Assim. Beijos grandes e vê se não páras a tua criatividade...

Paula

De Silvia a 19 de Janeiro de 2009 às 23:48
Escrita sublime que consegue abrir o espírito para ver mais além nas palavras. Parabéns e muitas felicidades neste caminho que agora percorres!

De Lúcia Ávila a 20 de Janeiro de 2009 às 10:50
Tão bonito. Comovi-me. Muito bem escrito. Até onde chegam as palavras... que nos fazem sentir e sonhar tanto.

Muito obrigada por este momento

De Anónimo a 27 de Janeiro de 2009 às 10:33
Um jogo palavras interessante que culmina numa explosão ternurenta.

Gostei.

Abraço

De Luis Silva a 18 de Fevereiro de 2009 às 09:10
Francisco, fiquei impressionado ao ler o seu poema. Uma suavidade muito bonita e uma qualidade incomparável. Continue a escrever e a transmitir essas emoções tão bem.

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