Poemas Apresentados ao III Prémio de Poesia em Rede - Publicação Provisória
7.1.09

 

Porcelanas de Orvalho
 
Quando subimos o olhar prodigioso
E ao longe as aromatizámos,
Sentimos a tal correlação
Que se viria a revelar benévola
E que muitas vezes nos forneceu
O firmar da arte desirmanada.
Esse silêncio que nos intacta,
Dilacerou-nos o racionalizar,
Preteriu-nos no austero,
Abandonando-nos dementes
Perante tal excelência singular.
Esses desertos,
Essas areias secas,
Esses pós mortos,
Que ressuscitam
E florescem
Na incomensurabilidade
De impugnações,
Não se alcançam dominar.
E…
São engenho
Que embute,
São faísca
Que atinge,
São sabor
Que tolhe,
São perfeição
Que permanece,
São crianças
Que nascem.
 
Francisco Viborg de Aragão

 

 

link do postPor poesiaemrede, às 00:29  comentar

De MJ a 14 de Janeiro de 2009 às 10:20
Diante de um poeta excepcional ! As palavras são pobres para expressar os sentimentos que o poema evocou na minha alma. Continue a escrever. Não pare!!!
A esperança de um mundo melhor pode passar também pela sua arte. Bem haja!
Com imensa gratidão desejo-lhes as maiores felicidades!

Poesia em Rede
 
Poesia em Rede
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