Poemas Apresentados ao III Prémio de Poesia em Rede - Publicação Provisória
26.1.09

Apenas Crianças

 

Duas pedras preciosas,

Com os olhitos a brilhar,

Duas crianças amorosas

Que ainda nem sabem gatinhar.

Dois botões a florescer

Que o futuro viu nascer!

 

Feições únicas, bem marcadas,

Narizitos tão diferentes,

Boquitas bem desenhadas,

Sorrisos doces e inocentes.

Dois meninos tão desejados,

Tão pequeninos, mas tão amados…

 

Já os vejo a correr atrás da bola,

Traquinas, felizes, cheios de vida,

Já os vejo a caminho da escola,

Enquanto penso em tanta criança perdida.

Tanta criança abandonada,

Sem pão… sem nada…

 

Crianças que crescem sem amor

Que pedem algum consolo,

Crianças que só conhecem a dor

Que procuram o carinho de um colo.

Crianças que são apenas crianças…

Em quem depositamos tantas esperanças!...

 

 

Dina Rodrigues

 

 

link do postPor poesiaemrede, às 23:55  comentar

De Flipkosta a 27 de Março de 2009 às 22:08
Se é verdade que depositamos tantas esperanças nas crianças, também elas, sobretudo as mais carenciadas, depositam muitas esperanças em nós, em alguém que lhes estenda uma mão amiga. Resta saber se da nossa parte estamos a corresponder às expectativas...

Depois desta curta reflexão, cabe-me dizer que o poema está muito bom. Adorei!

De Dina a 5 de Abril de 2009 às 15:48
Obrigado Flipkosta pelo lindo comentário!
É verdade que as crianças carenciadas precisam de uma mão amiga para se poderem tornar nas pessoas que irão ajudar a desenvolver o futuro. Pena que nem toda a gente está a estender a mão amiga a essas crianças!...

Dina

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